terça-feira, 21 de agosto de 2012

Educação universalizada para os jovens

Ruy Sampaio é advogado, formado
 pela Universidade Federal do Paraná


 Desde quando cursam os primeiros anos do ensino fundamental até se formarem na universidade, os jovens passam grande parte do seu tempo dentro do ambiente escolar. A escola, além de um centro de formação humana, cidadã e profissional, é um espaço privilegiado de socialização dos jovens, de desenvolvimento de suas aptidões e sonhos.

A educação não é importante somente para a vida desses jovens, que são transformadas a partir dos conhecimentos e experimentações dentro da escola. Trata-se de uma área estratégica para definir os rumos de todo o país nas próximas décadas.


Na última década, o Brasil colocou a universalização do acesso à educação básica como prioridade máxima da política educacional. Porém, persistem ainda graves problemas quanto ao financiamento, à qualidade do ensino, disparidades regionais, índices significativos de evasão escolar e analfabetismo entre a juventude.

 Segundo o estudo Juventude e Políticas Sociais no Brasil (2009), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), existem cerca de 1,5 milhões de analfabetos no país, e a maior parte deles são jovens. A erradicação do analfabetismo é um desafio geracional a ser enfrentado e vencido pela sociedade brasileira no século 21.

Para além do acesso e alfabetização, o desafio que se coloca é qualificar a permanência da juventude no ambiente escolar. No caso da educação básica, especialmente no Ensino Médio,
predomina ainda a disparidade entre idade e série escolar, o que prejudica a formação e coloca obstáculos para a permanência e progressão no sistema educacional.


 A ampliação da rede de educação profissional, técnica e tecnológica – que integrem educação e qualificação - se mostram indispensáveis para aproveitar o atual momento de retomada do desenvolvimento e planejamento econômico que vive o país.

Em relação ao ensino superior, apesar de as taxas de ingresso e permanência de jovens nas universidades terem se ampliado de maneira significativa nos últimos 10 anos, o acesso é ainda restrito e desigual. Portanto, a ampliação das oportunidades de acesso e permanência no ensino superior para a juventude deve ser encarada uma meta estratégica para o desenvolvimento do país.

2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude
Juventude, Desenvolvimento e Efetivação de Direitos

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