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| Ruy Sampaio é advogado, formado pela Universidade Federal do Paraná |
Desde
quando cursam os primeiros anos do ensino fundamental até se formarem na universidade,
os jovens passam grande parte do seu tempo dentro do ambiente escolar. A
escola, além de um centro de formação humana, cidadã e profissional, é um
espaço privilegiado de socialização dos jovens, de desenvolvimento de suas
aptidões e sonhos.
A
educação não é importante somente para a vida desses jovens, que são
transformadas a partir dos conhecimentos e experimentações dentro da escola.
Trata-se de uma área estratégica para definir os rumos de todo o país nas
próximas décadas.
Na
última década, o Brasil colocou a universalização do acesso à educação básica
como prioridade máxima da política educacional. Porém, persistem ainda graves
problemas quanto ao financiamento, à qualidade do ensino, disparidades
regionais, índices significativos de evasão escolar e analfabetismo entre a
juventude.
Segundo o estudo Juventude e Políticas Sociais
no Brasil (2009), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), existem
cerca de 1,5 milhões de analfabetos no país, e a maior parte deles são jovens.
A erradicação do analfabetismo é um desafio geracional a ser enfrentado e vencido
pela sociedade brasileira no século 21.
Para
além do acesso e alfabetização, o desafio que se coloca é qualificar a
permanência da juventude no ambiente escolar. No caso da educação básica,
especialmente no Ensino Médio,
predomina
ainda a disparidade entre idade e série escolar, o que prejudica a formação e
coloca obstáculos para a permanência e progressão no sistema educacional.
A ampliação da rede de educação profissional, técnica e tecnológica que integrem educação e qualificação - se mostram indispensáveis para
aproveitar o atual momento de retomada do desenvolvimento e planejamento
econômico que vive o país.
Em
relação ao ensino superior, apesar de as taxas de ingresso e permanência de jovens
nas universidades terem se ampliado de maneira significativa nos últimos 10
anos, o acesso é ainda restrito e desigual. Portanto, a ampliação das
oportunidades de acesso e permanência no ensino superior para a juventude deve
ser encarada uma meta estratégica para o desenvolvimento do país.
2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de
Juventude
Juventude, Desenvolvimento e Efetivação de
Direitos

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